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Segurança Google (beta)

Andava a ver a biblioteca aplicações para o novo sistema operativo da Google para telemóveis (Android) quando encontrei a iSafe.

isafe

Trata-se de uma aplicação que ajuda o utilizador a “manter-se seguro, onde quer que vá”. A descrição do programa parece que foi escrita por um tipo que tropeçou na rua e caiu de cara numa enorme poia da mais pura paranóia:

isafe-desc

A minha parte favorita está enterrada lá no meio (traduzido):

com alertas de voz em zonas de crime elevado

Acho que deve ser mais ou menos engraçado alguém entrar num bairro especialmente perigoso e ter o seu telemóvel caro a anunciar a altos berros “Cuidado! Você encontra-se numa zona cheia de canalhas e assaltantes!”.

Cuidado, pá!

O outro dia recebi mais um daqueles emails que nos avisam sobre as últimas inovações no campo da roubalheira. Este mail em particular, descreve um novo truque que consiste em roubar o cartão do multibanco e o telemóvel e depois simplesmente pedir o PIN ao marido ou à mulher:

O ladrão utilizou o Telemóvel para enviar o SMS ao marido da senhora, uma vez que na Lista de Contactos do Telemóvel ele constava como ‘Amorzinho’ e assim foi fácil encontrar o contacto que pretendia. Em menos de 20 minutos o Ladrão e os seus cúmplices limparam a conta Bancária e o Saldo dos Cartões de Crédito da senhora.

Que é um truque porreiro, especialmente na parte em que imaginamos um ladrão duro com barba de 3 dias a escrever coisas como: “fofuxo xkecim do pin pds mndr bigada bjokas ********”.

O mail termina com um conselho valioso:

Não reveles através do teu telemóvel, ou seja através da tua Lista de
Contactos, os dados de quem é quem. EVITA usar nomes como: Casa, Amor;
Amorzinho, Marido, Esposa, Pai, Mãe, etc..

Eu cá concordo plenamente com este conselho, nem que mais não seja porque (e agora arrisco-me a alienar os poucos leitores deste blog) ter a palavra “amor” ou variantes no contacto do/a companheiro/a é extremamente foleiro.

A sério, não o façam.

Matemática

Este artigo no Público tem esta maravilhosa citação de um tal de Augusto Cybrom, presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis:

Ainda bem que não se realizou, porque um boicote tem um impacto económico forte. Os primeiros três dias de um mês podem ser 10% do negócio dos concessionários

Repare-se bem: os primeiros três dias representam 10% do negócio das gasolineiras. 10% em tão poucos dias!

Mas espera aí. Isso é assim tão diferente de outros quaisquer grupos de três dias do mês? É que, meu amigo, no calendário Gregoriano os meses têm, em média, 30 dias, ou seja, três dias representam exactamente 10% do mês!

Não é que eu ache que 10% do negócio dos concessionários seja algo de se deitar fora. Aliás, não me importava nada de ficar eu com esses 10% de lucros — sempre era da maneira que podia comprar um carro eléctrico e parar de dar bem mais do que 10% do meu ordenado a esses tipos.