Mosaico

A Mariana tem um meme novo para a malta.

Desta vez a ideia é construir um mosaico de imagens tiradas do Flickr com base em pesquisas usando as respostas às seguintes perguntas:

  1. O seu primeiro nome?
  2. Comida preferida?
  3. Em que escola estudou?
  4. Cor favorita?
  5. A sua «celebrity crush»?
  6. Bebida preferida?
  7. Férias de sonho?
  8. Sobremesa preferida?
  9. Carreira de sonho?
  10. O que mais ama na vida?
  11. Uma palavra para se descrever?
  12. Nome de utilizador do Flickr (se não aparecer nenhum resultado, usem um de outro site qualquer)?

A única limitação é de que só se pode usar a primeira página de resultados. Quando as imagens estiverem seleccionadas, basta atirar com tudo para dentro do Mosaic Maker e postar o resultado, que é este:

1. El lobo de Daniel, 2. Bacalhau com Natas, 3. Caminho de Casa 1, 4. Foggy day in Ouro Preto, 5. Milla Jovovich como Leelo Dallas en El Quinto Elemento, 6. The Piña Colada, 7. Laguna, 8. tortas da Azeitão, 9. World Traveler vs. Time Traveler, 10. Three Amigos, 11. Fixer l’horizon, 12. Cachapa con queso de mano.

Escolher a foto para a segunda pergunta foi lixado, especialmente quando já não toco num bom bacalhau há demasiado tempo. Também tenho a dizer que a pergunta 5 foi desenhada para lixar um gajo, mas que homem que se preze é que pode dizer que não teve uma valente paixão pela Milla no 5° Elemento?

Já na última foi difícil de resistir a vigarizar as regras para não incluir esta foto — não me lembro de ter conhecido estas senhoras, mas fico contente em saber que ficaram satisfeitas.

Já agora aproveito para extender o desafio ao Caxaria.

O enigma (parte 2 – resultados)

O primeiro postal chegou logo passados dois dias. Por obra do acaso estava na Suíça a visitar um dos amigos para quem tinha enviado um postal. Ele recebeu-o, achou-o estranho e perguntou-me imediatamente se tinha sido eu a envia-lo. Eu fiz a minha melhor cara de poker e disse com grande naturalidade que não, não tinha sido eu. Acho que ele não acreditou, tal como nunca ninguém acredita quando estou a bluffar no jogo, mas felizmente tive sucesso em mudar de conversa rapidamente.

Quando cheguei a casa verifiquei o meu correio e reparei que o meu postal tinha chegado. Enviar um postal para mim próprio tinha três fins:

  1. Controlar o tempo que os correios demorariam a enviar os postais
  2. Apoiar a minha história de que eu não tinha nada a ver com os postais (apesar de terem dizeres e selos alemães e o carimbo dos correios de Frankfurt)
  3. Salvar o sistema de correios alemão da bancarrota

Já na segunda-feira recebi uma mensagem da Mariana e do Viriato a dizerem que tinham recebido os postais. Eles perceberam imediatamente que eram um enigma e enviaram um mail a todos:

Que carago! Tal como já foi noticiado no Twitter, recebi um postal vindo da Alemanha – ou seja, do Cachapa ou do Aires – com um endereço do geocities, mas que o Yahoo diz não estar atribuído.

http://geocities.com/questao_1/a.html

Isto se contarmos que o ponto de interrogação é para ser substituído pela letra “a” que vem mais abaixo. De qualquer forma tentei os termos question, pergunta, mark, e answer, já que aquele podia ser o artigo indefinido para “a questão”, “a resposta” ou outra coisa qualquer, e mesmo assim nada.

Alguém me pode explicar o que é isto?

Depois de me esquivar e desviar as acusações para o Aires, disse que também tinha recebido um e passada alguma discussão sobre o significado dos postais, sugeri que todos tirassem uma foto do seu postal e a colocassem online, e enviei o meu. Em resposta, cada uma das pessoas que tinha recebido o seu postal enviou uma foto:

Na imagem acima só aparecem seis postais por uma boa razão: um dos meus amigos decidiu que tinha mais o que fazer do que participar no jogo, portanto não enviou a foto dele, e o postal do Ricardo tinha-se perdido algures no limbo dos correios internacionais, apesar dos meus esforços para salvar essa grande instituição.

Felizmente, esta situação estava já prevista durante a fase de planeamento e vingou a minha ideia de escrever uma palavra inteligível no endereço da página web. Inicialmente estava a ser difícil descodificar a palavra porque num dos postais a letra “q” foi confundida com um 9. Pior, a meio da fase de descobrimento fui descoberto pelo Ricardo:

Bom, eu não consegui resolver o puzzle para já, mas resolvi outra parte mais gira: analisei a caligrafia com amostras de postais e cenas que tenho cá por casa, e já sei com 100% de certeza quem o(a) autor(a) do puzzle :-)

Raios! Ok, era mais ou menos óbvio que tinha sido eu, até fiquei admirado de não terem desconfiado mais de mim, mas suponho que estavam mais preocupados com o enigma em si. Para além disso, o Ricardo não me entregou. Obrigado, Ricardo!

O tempo foi passando até que, exactamente uma semana depois de ter enviado os postais, o Milagaia descobriu a resposta:

Não sei quando fizeste anos mas, Parabéns Mariana.

E em seguida deu uma dica importantíssima:

epá, o postal do aires não é um 9 é um ‘q’;

Que iniciou uma avalanche de resoluções com sucesso, apesar de nem todos terem chegado lá.

Finalmente, passado quase exactamente um mês, o Ricardo recebeu finalmente o postal dele:

Ainda por cima o meu era logo aquele com a palavra «Matriz». Úuuuu.

E era mesmo. Apesar de tardio, foi bem vindo à festa.

No final de contas fiquei contente com o desafio, mas agora que posso olhar para trás, vejo algumas coisas que poderia mudar num desafio futuro. Em primeiro lugar a ideia de usar os correios tradicionais foi boa, mas abre a possibilidade da perda de correspondência, e torna mais difícil de iniciar uma discussão motivadora de resolução do problema. Na minha opinião, a motivação máxima para resolver estas coisas acontece no momento em que se recebe o postal com o enigma, mas visto que todos os receberam em dias diferentes, foi difícil de construir e manter aquele ponto crítico de vontade de resolver a coisa.

Outra coisa que aprendi é que fazer um enigma demasiado focado numa única especialidade (neste caso, a informática) colocou alguns dos participantes de fora, e foi demasiado fácil para os outros. Idealmente um enigma para um grupo heterogéneo de pessoas deveria ter uma mistura de várias especialidades que exigissem os conhecimentos de cada um. Este tipo de enigmas é, no entanto, mais difícil de construir por apenas uma pessoa, pelo que ainda não sei se poderia ter feito muito melhor nesta área.

Mas já chega de conversa, está na altura de olhar para os resultados.

Tempo de chegada do postal:

  • mais rápido: 2 dias
  • mais lento: 28 dias

Custos:

  • Postais: Gratuitos
  • 3 selos para a Alemanha (0,45€): 1,35€
  • 4 selos para Portugal (0,65€): 2,60€
  • 1 selo para a Suíça (0,65€): 0,65€
  • Total: 4,60€

Tempo até à resolução: 8 dias

E foi assim. Se alguém quiser pegar na tocha e continuar, não se esqueçam de mim. Pelo meu lado, quero repetir a experiência, daqui a uns tempos.

Tragédia!

Terceira semana. O Rafael continua com boa saúde aparente, apesar de uma das folhas estar a ficar com tons amarelos. Rafael pá, ainda falta muito para o outono!

Mas a notícia mais triste é que o cacto branco já parece ter ido desta para melhor. Ontem quando cheguei do fim de semana reparei que ele estava a pender para o lado, quase deitado. Tentei retira-lo do vaso para o plantar mais profundamente na terra, de maneira a ficar mais estável, mas quando o puxei, quebrou-se a raiz.

Ainda tentei replantá-lo, com esperança de que ele formasse uma nova raiz, mas o prognóstico é negativo. Em compensação, apareceu uma nova planta da mesma raça do Joaquim, que também continua de boa saúde.

E finalmente, deixo aqui a análise detalhada sobre o tamanho do nariz do cacto narigudo:

Não parece ter crescido. Que desilusão.

Cuidado, pá!

O outro dia recebi mais um daqueles emails que nos avisam sobre as últimas inovações no campo da roubalheira. Este mail em particular, descreve um novo truque que consiste em roubar o cartão do multibanco e o telemóvel e depois simplesmente pedir o PIN ao marido ou à mulher:

O ladrão utilizou o Telemóvel para enviar o SMS ao marido da senhora, uma vez que na Lista de Contactos do Telemóvel ele constava como ‘Amorzinho’ e assim foi fácil encontrar o contacto que pretendia. Em menos de 20 minutos o Ladrão e os seus cúmplices limparam a conta Bancária e o Saldo dos Cartões de Crédito da senhora.

Que é um truque porreiro, especialmente na parte em que imaginamos um ladrão duro com barba de 3 dias a escrever coisas como: “fofuxo xkecim do pin pds mndr bigada bjokas ********”.

O mail termina com um conselho valioso:

Não reveles através do teu telemóvel, ou seja através da tua Lista de
Contactos, os dados de quem é quem. EVITA usar nomes como: Casa, Amor;
Amorzinho, Marido, Esposa, Pai, Mãe, etc..

Eu cá concordo plenamente com este conselho, nem que mais não seja porque (e agora arrisco-me a alienar os poucos leitores deste blog) ter a palavra “amor” ou variantes no contacto do/a companheiro/a é extremamente foleiro.

A sério, não o façam.

O enigma (parte 1 — preparação)

Há uns dias estava a sair de um bar quando vi uma colecção de postais que me pareceram mesmo giros. A imagem era alusiva ao signo chinês do macaco, que por acaso é o meu, e ainda por cima tinha uma rapariga desnudada, coisa que me agrada:

postal

Na altura tive uma ideia: enviar um postal desses a cada um de um grupo de amigos entre os quais trocamos emails com muita regularidade, apesar de estarmos todos geograficamente separados. A ideia inicial era apenas a de enviar os postais, apesar de ainda não ter pensado exactamente o que iria escrever neles, mas depois lembrei-me que seria engraçado fazer uma espécie de jogo, em que cada postal teria uma parte de uma mensagem completa, que só faria sentido quando todos os segmentos da mensagem se juntassem.

Para a mensagem, decidi que era uma ideia porreira aproveitar para desejar os parabéns à Mariana, visto que ela faria anos daí a uma semana. O problema desta ideia é que seria difícil partir a mensagem em pedaços de maneira a que ela não podesse ser reconstruída apenas com dois ou três postais — a palavra “parabéns” lá para o meio tornaria a mensagem mais ou menos óbvia. O que era preciso era que houvesse uma espécie de código que pudesse ser compreendido apenas quando todos (ou quase todos) os postais aparecessem. A minha solução foi criar uma página web, e colocar em cada postal uma das letras que compunham o nome do ficheiro html. A vantagem de ter um endereço online é que teria controlo sobre a mensagem, mesmo depois de enviar os postais, para corrigir quaisquer erros de última hora.

Inicialmente pensei em fazer o nome do ficheiro uma colecção aleatória de oito letras (contando comigo, éramos oito pessoas), mas se um postal se perdesse, ou se alguém não percebesse a letra, era importante ser possível reconstruir o nome do ficheiro. Assim, decidi usar uma palavra para o nome: a palavra “questao” (sem til, para facilitar) porque tinha a ver com o conteúdo da mensagem. Para fazer oito letras acrescentei um 1 ao final: questao1.html. Bastaria ter o cuidado de enviar o postal com o ’1′ a uma pessoa que eu sabia que iria não só recebe-lo, como também participar na discussão subsequente.

Em cada postal escrevi o endereço web: “http://geocities.com/questao_1/?.html”, e por baixo aparecia uma das letras que compunham o nome do ficheiro html com uma seta a apontar para o ponto de interrogação. Para ajudar a perceber a ordem das letras, em cima de cada postal escrevi uma das palavras de uma frase que ficaria completa quando todos os postais estivessem juntos — a ordem da frase ajudaria a indicar a ordem das letras. A frase era: “A matriz vai descobrir qual é a pergunta”. Repare-se que “a” aparece duas vezes, pelo que tive o cuidado de escrever uma maiúscula, e a outra minúscula nos postais.

Agora só faltava criar o conteúdo da página web. Criar uma página que apenas contivesse uma mensagem de parabéns pareceu-me um desperdício, face a todo o trabalho que deu codificar o endereço. Decidi, por isso, inventar um enigma e ver se eles eram capazes de o resolver.

A primeira fase do enigma era exactamente a página. Se se visitasse o site em questão, sem o nome do ficheiro html, abriria apenas uma página completamente preta. Isto foi propositado porque já sabia que era a primeira coisa que eles iam fazer ao receber o postal (e foi). Ora, se se visitasse o site com o endereço completo, abriria exactamente a mesma página preta, mas com um ponto de interrogação no meio. O ponto de interrogação mostra que de facto estão no sitio certo, mas a solução não seria óbvia — era preciso olhar para o código fonte da página, onde estava escondido um novo endereço web a apontar para esta imagem (clickar na imagem para ver em plena resolução):

Na imagem, os números são uma codificação simples da posição numérica de cada letra no alfabeto (a = 1, b = 2, c = 3, etc.) sem acentos, cedilhas ou tils, somada a um valor pré-definido (ou “semente“, em criptologia). Para a semente escolhi o valor de 8, porque estava a enviar o postal para 8 pessoas.

Claro que não ia codificar a mensagem à mão. Para escrever os números criei um pequeno programa em C que aceitava a semente e o texto como entrada, e codificava a mensagem nos números equivalentes:

#include <stdio.h>
#include <stdlib.h>
#include <string.h>

void printWord(char* word, int seed);

int main(int argc, char** argv)
{
	int i, seed;

	if (argc < 2) {
		printf("usage: %s seed text\n\n", argv[0]);
		exit(1);
	}

	seed = atoi(argv[1]);

	for (i = 2; i < argc; i++) {
		printWord(argv[i], seed);
		printf("  ");
	}
	printf("\n");

	return 0;
}

void printWord(char* word, int seed)
{
	int i, val, size = strlen(word);
	char c;

	for (i = 0; i < size; i++) {
		c = word[i];
		val = c - 96 + seed;
		printf("%d ", val);
	}
}

A mensagem em si está dividida em três partes. A primeira serve para ajudar a perceber o código: os números codificam o meu nome (com todo o tempo que perdi nisto, quis assinar o meu trabalho), seguido da única parte que não está codificada naquele esquema, e que representa a data do meu nascimento, 19 de Janeiro de 1981.

Para a data de nascimento escrevi o nome do mês em Finlandês, visto que uma busca no Google daria resultados imediatos. Saber que “Tammikku” significava “Janeiro” e que estava colocado entre duas barras com números devia ser suficiente para perceber que se tratava de uma data. O dia estava codificado em hexadecimal, com o prefixo “0x” que pensei que fosse ser óbvio, pelo menos para a malta dos computadores, e finalmente, o ano era composto pelos números que faltam na sequência de 0 a 9. Esta codificação do ano foi a mais complicada, e aquela que mais temi que ninguém conseguisse perceber, mas calculei que também nao fosse necessário percebe-la para chegar ao resultado — pelo menos algum deles se deveria lembrar da minha data de aniversário.

A segunda parte do enigma é simplesmente uma mensagem escrita na mesma codificação do meu nome. A mensagem diz:

conseguiste decifrar a mensagem agora para descobrires a pergunta dobra a semente:

“Dobrar a semente” significa simplesmente “multiplicar a semente por dois”, mas ficou propositadamente vago para não ser demasiado fácil descobrir o texto na terceira parte do enigma. Portanto, a terceira parte da mensagem foi codificada no mesmo esquema, mas com uma semente de valor 16, em vez de 8. A mensagem era:

sera tarde demais para desejar os parabens a mariana?

A Mariana fazia anos uma semana e meia depois do dia em que enviei os postais. Inicialmente temi desejar-lhe os parabéns cedo demais, mas a imprecisão dos correios, e o facto de estarmos quase no fim de semana, fizeram-me jogar pelo seguro e enviar tudo com alguma antecedência.

Foi assim que preparei o enigma. Fica prometida para mais tarde uma segunda parte com os resultados.

Gravatars

Há uns dias andei a mexer na configuração deste blog e reparei que a Mariana tinha uma imagem nos
comentários dela (mas que só aparecia na interface de administração, e não no blog em si). Ora, a Mariana não tem conta de utilizador no meu site, até porque o meu blog não permite o registo de utilizadores externos, por isso fui investigar o que se passava.

Parece que há um serviço chamado Gravatar em http://www.gravatar.com onde um tipo pode registar uma imagem contra o seu endereço de email, e depois quando deixa um comentário num site qualquer, desde que o campo do email fique correctamente preenchido (e o site suporte o tal sistema), aparecerá ao lado do comentário o seu avatar. Isto é fixe porque deixa de ser necessário criar um login e configurar a conta em cada um dos sites onde comentamos. Aliás, como o site do Gravatar serve imagens de quaisquer tamanhos entre 1 e 80 pixéis, nem sequer temos que nos preocupar em faze-lo manualmente, ao mesmo tempo dando ao dono de um determinado site a escolha de design que quer para o seu site.

A razao porque o Gravatar da Mariana apareceu directamente nas páginas de administração do meu blog foi porque o WordPress (o software que serve este site) incluiu supporte para o servico na última versão, apesar de o tema que eu tinha instalado ainda estar desenhado para a versão anterior. Depois de acrescentar o código que faltava ao tema, já aparece a imagem da Mariana, por exemplo, aqui. É claro que criei um meu próprio Gravatar, que apareceu automaticamente no blog dela, no meu e no do Caxaria.

O Rafael sobrevive (1ª semana)

Faz uma semana que o Rafael me veio fazer companhia para o escritório. Ok, tecnicamente, passou uma semana e um dia, mas porque decidi marcar um alarme semanal para me lembrar de regar o vaso, e como por vezes os fins de semana prolongam-se até às segundas-feiras, achei mais seguro marcar o alarme para as terças.

Passado uma semana (e um dia), orgulho-me de dizer que o Rafael não demonstra sinais de morte eminente:

Aliás, se não me engano, as folhas até parecem ter crescido um pouco, mas penso que isso também pode ser apenas uma falsa impressão visto que não dá para ver claramente comparando as fotos actuais com as fotos da semana passada.

[Já agora, acerca das fotos devo dizer que estas têm muito melhor qualidade porque foram tiradas com a minha máquina reflex digital, ao passo que as da semana passada foram tiradas com o telemóvel -- só a lente da reflex é maior que o telemóvel todo]

Os cactos também se encontram bem de saúde aparente:

O pai protector que há em mim quer ver um crescimento na narigueta do cacto narigudo, que comparando com a foto da semana passada parece ter crescido um pouco. Por outro lado, o ângulo da foto também pode enganar, por isso tirei esta foto de perfil, de maneira a poder fazer a comparação mais facilmente no futuro.

Finalmente, uma boa surpresa foi o aparecimento de um artista não convidado à festa:

O Joaquim apareceu ali quase de repente, de um dia para o outro. Como usei terra de outro vaso cujas plantas já há muito tinham morrido, estava convencido de que essa terra estaria árida, mas pelos vistos sobreviveu pelo menos uma semente lá no meio que só precisava de um pouco de água e negligência para germinar. Que tipo de planta será? Será que se vai dar bem com os cactos e o bambu?

Só há uma maneira de saber. Vou fazer questão de colocar mais 3 gotas de àgua todas as semanas para ti, Joaquim.

!Wanted!

Há uns dias encontrei este cartaz colado a um poste:

Apesar de não dar para ver tudo na foto, o título do cartaz era “!Wanted!”. O problema com este título, e o que me levou a tirar uma foto e a posta-la aqui, foi que em programação, o ponto de exclamação é usado como um operador que significa negação (NOT), que quando usado antes de uma declaração, inverte o seu significado. Posto isto, a minha mente de programador interpretou imediatamente o cartaz como tendo o título de “Not Wanted!”.

Não me dei ao trabalho de ler o resto do cartaz (porque também não o percebo), mas suponho que diz qualquer coisa tipo:

Gato chato e desobediente. Desarruma tudo, espalha pêlos por todo o lado e arranha as visitas. Se o vir na rua, por favor dê-lhe um pontapé e telefone-nos para contar como foi, ou então passe lá por casa para bebermos uma cerveja.

Obrigado.

Pensando bem, a ideia não é má. Acho que tenho de procurar umas fotos dos gatos da minha mãe.