Category Archives: Rapidinhas

Problem, Troll Physics?

I’ve been seeing these sort of math problems around a lot lately:

This one is from Troll Physics, a funny parody site which I recommend to anyone equipped with a sense of humour and an understanding of the basic exact sciences.

The problem with these types of math problems is that they aren’t properly described — that’s expected since otherwise the trick would be obvious to everyone.

In this particular case, there is an illegal conversion between the last two lines. If we look closely at the final simplification (the removal of a²-ab), it’s actually hiding an operation whereby both sides of the equation are divided by a²-ab.

These types of simplifications are so simple that they’re usually skipped when solving mathematical problems, which is convenient here, since it contributed to the illusion.

However, the reason it’s important to consider all operations is exactly to avoid falling into traps like the one above. Since in the beginning of the equation it was defined that a=b, then we know that  a²-ab must equal zero.

And what can’t you do with a zero?

You can’t use it as a divisor.

Livros diferentes, livros iguais?

Como disse no último post, o A. J. Jabobs é um dos meus autores favoritos.

Há uns dias, um amigo meu apontou-me para este artigo em que se falava do seu novo livro: My Life as an Experiment.

Apesar de ainda estar a ler o The Guinea Pig Diaries do mesmo autor, decidi encomendar imediatamente o novo título, que chegou passados dois dias.

Qual nao foi a minha surpresa, quando decidi folhear o novo livro:

Em cima: My Life as an Experiment. Em baixo: The Guinea Pig Diaries.

Olhando para as capas de ambos os livros, seria impossível adivinhar:

Aparentemente alguém, algures na editora decidiu que seria boa ideia publicar o mesmo livro sob dois títulos diferentes, com capas diferentes.

E pelos vistos foi — pelo menos conseguiram duas vendas deste leitor.

Nunca fazer demonstrações com o telemóvel pessoal

Uma das coisas em que tenho reparado quando alguém faz apresentações de um computador portátil novo, ou um telemóvel de última geração é que são sempre mostradas listas enormes de emails, fotos e listas de contactos repletas de informação pessoal.

Sempre imaginei que estas listas fossem cuidadosamente construídas para que a informação seja saneada: os contactos têm nomes, moradas e números inventados (mas realistas), os emails contêm mensagens inócuas sobre trabalho ou convites para jantar, e as fotos são de paisagens, peixinhos e bébés Polaroid.

Mas às vezes alguém decide usar um telemóvel pessoal para despachar a demonstração, porque afinal, o que se está a demonstrar nao inclui informação pessoal nenhuma. Certo?

Errado:

“Hmmm, pork!”

Fonte: Vídeo no YouTube sobre o Evernote para o Android.

P.S.: Também tenho um telemóvel Android, e o dicionário inglês não inclui aquela palavra por defeito.

Fado

Viver no estrangeiro tem destas coisas: já me aconteceu várias vezes alguém perguntar se o fado é um estilo de música triste.

Como definição básica até nem está má, mas é impossível definir este estilo de música tradicional português em apenas uma palavra — “triste” — o fado não é apenas triste.

Para uma definição mais completa, viremos-nos para as palavras da Rainha do Fado:

Almas vencidas
Noites perdidas
Sombras bizarras
Na mouraria
Canta um rufia
Choram guitarras
Amor ciúme
Cinzas e lume
Dor e pecado
Tudo isto existe
Tudo isto é triste
Tudo isto é fado

Amália Rodrigues in Tudo isto é Fado

Mas traduzir isto tudo dá uma trabalheira tremenda, por isso eu respondo, simplesmente, “sim”.