Category Archives: Choque de culturas

!Wanted!

Há uns dias encontrei este cartaz colado a um poste:

Apesar de não dar para ver tudo na foto, o título do cartaz era “!Wanted!”. O problema com este título, e o que me levou a tirar uma foto e a posta-la aqui, foi que em programação, o ponto de exclamação é usado como um operador que significa negação (NOT), que quando usado antes de uma declaração, inverte o seu significado. Posto isto, a minha mente de programador interpretou imediatamente o cartaz como tendo o título de “Not Wanted!”.

Não me dei ao trabalho de ler o resto do cartaz (porque também não o percebo), mas suponho que diz qualquer coisa tipo:

Gato chato e desobediente. Desarruma tudo, espalha pêlos por todo o lado e arranha as visitas. Se o vir na rua, por favor dê-lhe um pontapé e telefone-nos para contar como foi, ou então passe lá por casa para bebermos uma cerveja.

Obrigado.

Pensando bem, a ideia não é má. Acho que tenho de procurar umas fotos dos gatos da minha mãe.

A condução na Grécia

Hoje descobri que aqui na Grécia, a sinalização rodoviária é meramente académica, e as regras da estrada são na realidade sugestões que podes, ou não, decidir seguir.

A viagem de autocarro entre Atenas e Patras (cerca de 200km) foi feita sempre numa estrada de duas faixas, uma em cada sentido, com um traço contínuo duplo a separar as faixas. Claro que este traço, que em Portugal significa “não ultrapassar, *MESMO*”, por aqui é apenas alto indicador de onde fica o centro da estrada.
Durante todo o caminho, o nosso autocarro metia-se no centro da estrada, ao mesmo tempo que os camiões e os carros lentos se chegavam amavelmente para a direita para nos deixar passar, mesmo que em frente houvesse uma curva sem visibilidade, lomba, ou outros carros e camiões no sentido contrário a fazer as mesmas manobras.

De uma forma estranha, senti-me confortável, como se tudo se tratasse de uma dança em que todos os participantes conhecem a coreografia de trás para a frente, e cooperam de uma forma bela e serena.

A única esperança que ainda tenho para este povo é que o taxista que me trouxe ao hotel estava a fazer manobras ainda mais loucas, e levou algumas buzinadelas leves, o que sugeria que nem tudo o que ele fazia era normal.