Category Archives: A odisseia do Rafael

Olá, Rafael

Há muito tempo que não colocava uma posta neste blog.

Lamento — os meses de Dezembro e Janeiro foram stressantes e tive de desviar toda a minha inspiração literária para a produção de palha para um documento para a universidade.

As boas notícias é que agora estou com a produção em alta e, visto que o documento está entregue, posso reencaminha-la para aqui. Isso, e o facto de entretanto ter tido umas ideias porreiras para umas postas engraçadas (espero eu).

Já chega de desculpas e justificações. Estou a escrever para falar sobre o Rafael.

Sim, ele ainda está vivo. Muito vivo. Em grande forma! Ora vejam como ele cresceu desde o dia 8 de Julho:

comparacao_rafael

O meu Rafaelinho está a crescer. Se eu fosse um tipo mais emocional, teria duas lágrimas no canto do olho — como sou um homem duro, tenho apenas uma. E barba rija.

Mas que o Rafael estava a crescer já eu sabia. O que me surpreendeu foi um dia entrar no meu escritório e encontrar isto — apresento-vos o Teobaldo:

teobaldo

O Teobaldo parece ser um bambu.

Uh.

Como é que veio parar um rebento de bambu ao meu vaso? Rafael! O que é que tu não me estás a contar? Andas a dar escapadinhas à noite quando eu não estou cá para te envolveres com os bambus dos meus colegas? Ou será que foram os cactos? Nem sabia que isso era possível — um verdadeiro milagre da ciência!

Seja lá qual for a sua origem, o Teobaldo é mais que bem-vindo à família. Ok, agora tenho duas lágrimas no canto do olho. Raios.

A Família, essa que sofreu lá para finais de Dezembro um grave revés. Na última posta de Novembro tinha informado que os Joaquins originais estavam em sérias dificuldades, das quais nunca recuperaram. Apesar de no lugar deles terem aparecido dois outros, esses também sofreram o mesmo destino. Como agricultor estou mal, nem ervas daninhas consigo criar.

Felizmente, elas de uma maneira ou de outra vão passando o testemunho, como uma corrida de estafetas macabra. Aqui está o novo Joaquim, em excelente qualidade de imagem (a minha máquina fotográfica ficou sem bateria, esta foto foi o melhor que se pôde arranjar):

joaquim1

Finalmente, e para terminar uma nota positiva, regozijo-me em apresentar a evolução dos cactos. Aqui está o aspecto deles no dia 8 de Junho de 2008:

cactos

Ignorando o saudoso branquinho lá atrás -três lágrimas- é engraçado recordar a cabeça redonda do narigudo. Vejam a cabeça dele passados 8 meses:

cactos1

O tipo deve ter decidido fazer concorrência ao Rafael! O esforço do narigudo é louvável, mas repare-se no Teobaldo que vem lá atrás em grande velocidade — não sei se será possível fazer face ao novato cheio de energia juvenil.

Quem não está interessado em corridas é o outro cacto de aspecto standard — oito meses e continua do mesmo tamanho. Pelo menos sobrevive, o que já não é mau, considerando o historial do vaso em que ele se encontra.

O Rafael diz olá

Contra todas as expectativas, o Rafael sobreviveu já quase 5 meses em condições adversas que começam com ter de partilhar o vaso com dois cactos e os dois Joaquins, e terminam no facto de ele ter de depender de mim para que lhe dê essa deliciosa substância que é a água.

Os Joaquins, que algumas almas maldosas apelidaram de “ervas daninhas”, ou “umkräuter” (é a mesma coisa, dita por gente diferente) é que parecem não estar a gostar de partilhar o vaso com os outros e, apesar de todos os meus esforços, parecem estar a querer ir desta para melhor. Creio que o maior até já iniciou a viagem.

Felizmente, nem tudo são más notícias, pois na campa do Joaquim sénior brotaram recente e sorrateiramente dois novos Joaquins que parecem estar vivaços e cheios de força.

Já os cactos, apesar de terem sofrido um grave revés há algum tempo atrás, reorganizaram-se e também se encontram de excelente saúde, apesar de eu agora estar desconfiado que pelo menos um deles conseguiu adquirir acesso à internet e anda a receber os mesmos mails que eu.

Primeira etapa: sucesso!

Já há muito tempo que nao escrevia sobre o estado do Rafael e dos seus amigos. Como o título deste post diz, a experiência tem sido um sucesso:

Ok, um dos cactos faleceu tragicamente, mas aqui no Geekalhada preferimos pensar positivo. Afinal, podemos ter perdido um cacto, mas ganhámos dois Joaquins — isto é ainda mais do que ser positivo, isto é ser matematicamente positivo!

Como se poder ver, os Joaquins cresceram bastante e encontram-se de boa saúde, apesar de terem troncos tão finos que não aguentam com o seu peso. Felizmente para eles, o Rafael e os cactos ofereceram-se para os ajudar a manterem-se de pé:

O Rafalel, por sua vez, também está de excelente saúde. Apesar de aparentemente o seu tronco não ter crescido, o rebento está a crescer a olhos vistos quando comparado com o tamanho inicial:

Finalmente, os cactos, apesar de à primeira vista parecerem não ter evoluído, também estão felizes com a sua situação. O narigudo, em particular, não só está mais narigudo como está a desenvolver uma nova narigueta em cima:

Narigueta essa que é difícil de capturar na fotografia. Se tudo correr bem, daqui a uns meses já vai ter algo digno de se mostrar.

Tragédia!

Terceira semana. O Rafael continua com boa saúde aparente, apesar de uma das folhas estar a ficar com tons amarelos. Rafael pá, ainda falta muito para o outono!

Mas a notícia mais triste é que o cacto branco já parece ter ido desta para melhor. Ontem quando cheguei do fim de semana reparei que ele estava a pender para o lado, quase deitado. Tentei retira-lo do vaso para o plantar mais profundamente na terra, de maneira a ficar mais estável, mas quando o puxei, quebrou-se a raiz.

Ainda tentei replantá-lo, com esperança de que ele formasse uma nova raiz, mas o prognóstico é negativo. Em compensação, apareceu uma nova planta da mesma raça do Joaquim, que também continua de boa saúde.

E finalmente, deixo aqui a análise detalhada sobre o tamanho do nariz do cacto narigudo:

Não parece ter crescido. Que desilusão.

O Rafael sobrevive (1ª semana)

Faz uma semana que o Rafael me veio fazer companhia para o escritório. Ok, tecnicamente, passou uma semana e um dia, mas porque decidi marcar um alarme semanal para me lembrar de regar o vaso, e como por vezes os fins de semana prolongam-se até às segundas-feiras, achei mais seguro marcar o alarme para as terças.

Passado uma semana (e um dia), orgulho-me de dizer que o Rafael não demonstra sinais de morte eminente:

Aliás, se não me engano, as folhas até parecem ter crescido um pouco, mas penso que isso também pode ser apenas uma falsa impressão visto que não dá para ver claramente comparando as fotos actuais com as fotos da semana passada.

[Já agora, acerca das fotos devo dizer que estas têm muito melhor qualidade porque foram tiradas com a minha máquina reflex digital, ao passo que as da semana passada foram tiradas com o telemóvel -- só a lente da reflex é maior que o telemóvel todo]

Os cactos também se encontram bem de saúde aparente:

O pai protector que há em mim quer ver um crescimento na narigueta do cacto narigudo, que comparando com a foto da semana passada parece ter crescido um pouco. Por outro lado, o ângulo da foto também pode enganar, por isso tirei esta foto de perfil, de maneira a poder fazer a comparação mais facilmente no futuro.

Finalmente, uma boa surpresa foi o aparecimento de um artista não convidado à festa:

O Joaquim apareceu ali quase de repente, de um dia para o outro. Como usei terra de outro vaso cujas plantas já há muito tinham morrido, estava convencido de que essa terra estaria árida, mas pelos vistos sobreviveu pelo menos uma semente lá no meio que só precisava de um pouco de água e negligência para germinar. Que tipo de planta será? Será que se vai dar bem com os cactos e o bambu?

Só há uma maneira de saber. Vou fazer questão de colocar mais 3 gotas de àgua todas as semanas para ti, Joaquim.

A odisseia do Rafael

Existe uma daquelas regras que ninguém diz, mas que todos conhecem, que afirma que todos os escritórios deviam ter pelo menos uma planta. Como trabalhador de escritório que sou, tentei durante longo tempo ignorar essa obrigatoriedade por medo que a pobre da planta sucumbisse à minha preguiça.

Ora, recentemente decidi que não vou fugir mais aos meus deveres. Este fim de semana saí de casa para comprar umas plantas, e numa tentativa vã de tentar retardar o efeito da minha preguiça sobre a saúde delas, decidi comprar apenas daquelas que precisam de pouca água para sobreviver, nomeadamente, cactos e bambus.

Infelizmente, só depois de ter feito as compras é que fui informado de que os bambus, de facto, precisam de quantidades enormes de água. Pior ainda é que o meu plano original era de colocar o bambu e os cactos todos no mesmo vaso para para os regar todos de uma vez se fazerem companhia uns aos outros, mas aparentemente os bambus deveriam ficar num vaso apenas com água, sem terra, porque parece que os bambus não se dão em terra. Não sei, isso para mim é estranho — se calhar alguém se esqueceu de informar estes bambus na China!

Dada esta discrepância de informação, decidi fazer o que qualquer académico faria: um estudo. Dada também a elevada probabilidade de, uhh, sacrifício pela ciência por parte do bambu, decidi dar-lhe um nome.

Apresento-vos o Rafael:

Lá em baixo podem-se ver três mini-cactos a fazerem-lhe companhia no vaso. Por enquanto permanecerão anónimos, mas dependendo das suas respectivas taxas de sobrevivência (a serem medidas em decadência de aspecto por dia) podem vir a receber os seus próprios nomes.

Bem vistas as coisas, acho que foi boa a decisão de colocar o bambu com os cactos. Se o bambu bebe muita água e os cactos pouca, a média deste vaso é equivalente a uma qualquer flor genérica como as que os meus colegas têm nos vasos deles.

Decidi, portanto, regar o vaso uma vez por semana, e ir colocando postas frequentes neste site a registar a saúde do Rafael ao longo do tempo.

Boa sorte, Rafael!